sábado, 7 de setembro de 2013

ORMECE faz manifesto em defesa da família:
A ORMECE (Ordem dos Ministros Evangélicos do Ceará), após Simpósio dialógico e reflexivo sobre o tema “O abalo e a reestruturação da família na pós-modernidade”, realizado nos dias 08 e 09 de agosto de 2013, na Igreja Presbiteriana Central, traz para a esfera pública e para a sociedade civil o seguinte manifesto, que expressa a posição assumida pelas igrejas, ministros e líderes que participaram do evento: 1) Consideramos o ser humano, independentemente de seus atos e preferências, como alguém dotado de dignidade intrínseca, por ter sido criado à imagem de Deus. Tal distinção foi a fonte metafísica e histórica dos chamados direitos humanos e fundamentais. A imagem de Deus, por outro lado, é característica da humanidade, tanto na condição masculina (homem) como na condição feminina (mulher), pois as Escrituras dizem: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou” (Gênesis 1: 27). 2) Os direitos humanos como “direitos naturais” devem ser definidos e compreendidos à luz da natureza humana e da lei moral inscrita na consciência, sendo passíveis de descoberta pela reta razão de todos os homens, “os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua CONSCIÊNCIA, e os seus PENSAMENTOS, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Romanos 2: 15). 3) A família natural e histórica é indissociável do casamento entre homem e mulher e de sua prole. Até mesmo nas culturas pagãs onde houve muita prática homossexual, o casamento e a sociedade doméstica só existiram juridicamente através da união matrimonial entre homem e mulher. A família, como base de reprodução e continuidade da sociedade, gerou o clã, que se ampliou na tribo, criou as cidades e deu origem às nações. Desse modo, o substrato biológico do casamento e da família é a união fecunda entre pessoas de sexo oposto. Esse substrato sempre foi respeitado pelas culturas ao longo da história, sendo defendido por filósofos antigos (ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco, VIII, 12, 1. 162a) e modernos (HEGEL. Princípios de Filosofia do Direito. Lisboa: Guimarães Editores, 1990, p. 161). Não cabe, assim, ao Estado redefinir a família, que é o seu limite natural, nem é de sua competência subtrair dos pais a autoridade moral de disciplinar. 4) A Bíblia, condizente com o outro livro de Deus, o da natureza ou da criação, estabelece o casamento monogâmico entre homem e mulher e a vinculação da família aos conceitos de paternidade e maternidade: “Portanto deixará o HOMEM o seu PAI e sua MÃE, e apegar-se-á à sua MULHER, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:24). 5) Dentro desse escopo, recomendamos o fomento de políticas públicas que, aliadas à moral e ao bom senso, promovam a continência sexual entre os jovens, em lugar de incentivarem a promiscuidade com o uso de preservativos, criando, assim, maior reverência pelo casamento como instituição própria e segura para as relações sexuais. Também recomendamos políticas públicas que velem pela conservação e continuidade do casamento, pois “o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19: 6). 6) Protestamos contra as tentativas de definir o casamento e a família de modo contrário à natureza, à experiência histórica e, acima de tudo, à Palavra de Deus. Por isso, não aceitamos a institucionalização do impropriamente chamado casamento homossexual, nem a adoção de crianças por parceiros do mesmo sexo. A psicologia deixa clara a necessidade das figuras paterna e materna na criação de uma criança (ABERASTURY A. A paternidade. In: Aberastury A, Salas EJ, eds. Paternidade: um enfoque psicanalítico. Porto Alegre: Artes Médicas;1991. p.41-87). A ausência de uma dessas figuras é ainda menos prejudicial para a criança do que a confusão dos papéis. 7) Reprovamos a prática homossexual como contrária à natureza, à anatomia do corpo e à Palavra divina (Romanos 1: 26, 27), mas também consideramos pecaminosa a fornicação, o adultério e os outros delitos sexuais. Respeitamos os homossexuais e os seus direitos como seres humanos, entendendo que o pecado de uma pessoa faz requerer maior amor para com ela. Jesus morreu na cruz por nós não porque tínhamos grandes méritos, mas porque tínhamos grande necessidade, em razão de nossos pecados serem muitos. Assim, a fé evangélica, ao mesmo tempo em que reprova o pecado, recomenda o amor ao pecador. Somos contrários à perseguição e aos maus tratos para com os homossexuais e para com quaisquer pessoas. Quanto ao relacionamento homossexual privado, entendemos que está dentro do direito de liberdade de opção de cada um, mas o governo e o Direito não deveriam institucionalizá-lo ou patrociná-lo em prejuízo da verdadeira família. 8) Entendemos que a manutenção do casamento civil apenas entre homem e mulher, de acordo com a Constituição e o Código Civil vigentes, não significa discriminação para com os homossexuais, pois o casamento heterossexual é matriz de onde nascem pessoas que poderão fazer qualquer opção sexual, enquanto uma união homossexual só pode ter prole numa relação de dependência com algum relacionamento heterossexual, o que prova qual é o verdadeiro padrão natural. 9) Protestamos contra a manipulação do conceito de homofobia, que o desvincula de sua raiz etimológica e serve de pretexto para perseguição aos evangélicos. Página 02. 10) Invocamos o direito de a sociedade (não apenas os experts) ser ouvida diretamente em casos de reformulações paradigmáticas, bem como o direito à livre pregação do Evangelho, para que a igreja também possa comunicar-se com a sociedade. 11) Lembramos que as grandes civilizações caíram em época de hedonismo e promiscuidade (MONTESQUIEU. Considerações sobre as causas da grandeza dos romanos e de sua decadência. RJ: Contraponto, 2002, p. 78-79), quando os padrões morais foram negados e esquecidos. Também trazemos à memória o inequívoco desenvolvimento econômico e social ocorrido nas nações européias após passarem por avivamentos evangélicos (ARMSTRONG, John. O Verdadeiro Avivamento. SP: Editora Vida, 2003, p. 188-189). 12) Por fim, com voz profética e autoridade escriturística, chamamos a nação brasileira de volta à moral e aos bons costumes, sabendo que “a justiça exalta os povos, mas o pecado é a vergonha das nações” (Provérbios 14: 34). Fortaleza, Ceará, 09 de agosto de 2013. Diretores da ORMECE Diretores da ORMECE PrFrancisco Paixão Bezerra Cordeiro – Presidente; Pr Abimael Araújo Prado –Vice-presidente; PrLúcio Rubens de Sousa –1º. Secretário; Pr José Sérgio Ribeiro –2º. Secretário; Pr Antônio Silvério dos Santos –1º. Tesoureiro; Pr Grijalba Miranda Linhares –2º. Tesoureiro; PrNélio Azevedo Guimarães Filho –Capelão; Pr Glauco Barreira Magalhães Filho – Coordenador de Eventos da ORMECE; Pr José Filho – Conselheiro; Pr Sandro Fiuza – Conselheiro; Pr Luiz Rebouças – Conselheiro; Pr Osias do Nascimento; Pr Elgio Bezerra da Silva – Conselheiro; Pr Francisco de Assis de Oliveira – Conselheiro; Outros…

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