quarta-feira, 29 de abril de 2015

Nova Lição Bíblica CPAD - Adulto - 3º Trim 2015 : As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais
Lições do 3º Trimestre 2015 Comentarista - Elinaldo Renovato de Lima. A Igreja e o seu Testemunho: As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais - Sumário Lição 1 Uma Mensagem à Igreja Local e a Liderança Lição 2 O Evangelho da Graça Lição 3 Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs Lição 4 Pastores e Diáconos Lição 5 Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério Lição 6 Conselhos Gerais Lição 7 Eu Sei em Quem Tenho Crido Lição 8 Aprovados por Deus em Cristo Jesus Lição 9 A Corrupção dos Últimos Dias Lição 10 O Líder Diante da Chegada da Morte Lição 11 A Organização de Uma Igreja Local Lição 12 Exortações Gerais Lição 13 A Manifestação da Graça da Salvação

sábado, 25 de abril de 2015

Lição 04 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2015 - CPAD

CGADB - 42a. AGO em Fortaleza encerrou antes do prazo previsto
Um dia antes do previsto - na programação estava marcado para o dia 24 - encerrou-se ontem à noite à 42ª Assembleia Geral Ordinária, no Centro de Convenções do Ceará, com culto onde pregou o pastor Genival Bento, de Maceió, AL. A rigor, os trabalhos convencionais ocuparam apenas dois dias - quarta e quinta - já que terça-feira só houve o culto de abertura à noite.
O dia de ontem praticamente girou ao redor da aprovação do Código de Ética e Disciplina, embora tenha sido rejeitado o pedido de filiação à CGADB de uma nova convenção de Pernambuco, formada de pastores desligados da COMADALPE, enquanto no dia anterior foi recebida a COMADELESTE, outra convenção organizada no Estado de Minas Gerais.
As discussões sobre o Código de Ética e Disciplina transcorreram dentro da normalidade, com destaque para o pastor Cláudio Dias, que conseguiu evitar a aprovação de pontos controversos, e o pastor Jônatas Câmara, que todas as vezes em que ocupou o microfone bateu na tecla que as regras deveriam ser aplicadas não só aos convencionais em geral, mas aos membros da Mesa Diretora e demais órgãos da CGADB.
Enquanto durou a AGO, vigiu a liminar que garantiu a entrada do pastor Samuel Câmara nas sessões plenárias, todavia, o mesmo preferiu não participar dos debates.
A nota triste, para os familiares, amigos e irmãos que ficam, foi a morte do pastor Edson Guimarães, pertencente à COMIEADEPA, no Pará, presidida pelo pastor Gilberto Marques, que sofreu um acidente vascular cerebral ainda no hotel, na manhã de quarta-feira.
Convém acrescentar que, o relatório financeiro da CGADB foi aprovado no dia anterior, quarta-feira, por três dos cinco membros do Conselho Fiscal. Votaram contra os pastores Geovani Neres e Jediel Lima.
E assim se foi a 42ª AGO da CGADB.
Com informações do Blog do Pr. Geremias Couto
A TENTAÇÃO DE JESUS - SUBSÍDIO PARA LIÇÃO BÍBLICA
Qual é a principal estratégia do diabo para levar as pessoas ao pecado? Tentá-las é a resposta. Só quando percebermos e conseguimos neutralizar as ações do Inimigo, das seduções do mundo e das inclinações da carne, através da observação de alguns princípios bíblicos, é que sairemos vitoriosos sobre as tentações. O QUE É A TENTAÇÃO Conforme o Dicionário Bíblico Wycliffe, os termos hebraicos massa e nasa, podem, às vezes, ter o significado de "induzir ao pecado". Mas seu principal e predominante significado é o de "testar o valor e o caráter de homens" e, às vezes, os de Deus (Hb 3.9). "Tentação", do latin tentatione, pode significar indução ao erro. Segundo o Dicionário Vine (2003, p. 1014-1015), a palavra grega para “tentação” é peirasmós e ekpeirazõ. Esta palavra é usada com os seguintes significados: - Provas com o propósito e efeito benéficos (Lc 22.28; At 20.19; Tg 1.32; I Pe 1.6; 4.12; 2 Pe 2.9); - Com um significado bom ou neutro (Gl 4.14); - Provas de caráter variado (Mt 6.13; Lc 11.4; I Co 10.13); - Prova projetada definitivamente a conduzir à má ação, “tentação” (Lc 4.13; 8.13; I Tm 6.9); - A “tentar” ou desafiar Deus, por homens (Hb 3.8). CONCEITO TEOLÓGICO "Tentação" pode ser definida como uma influência interna ou externa, de origem divina (quando se refere ao fato de Deus "provar" o homem, 1 Pe 4.12), diabólica (Mt 4.7) ou humana (Tg 1.14), que embora, em si, não seja pecado, pode conduzir ao mesmo (Tg 1.15). OS CINCO ESTÁGIOS DA TENTAÇÃO (Tg 1.14-15) Os estágios ou processos da tentação podem ser classificados em cinco. São eles: - Inclinação. "Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça". Dá-se em virtude da natureza pecaminosa do homem; - Atração. "quando esta o atrai". A atração, percepção seguida da atenção é resultado natural da ação dinâmica dos nossos sentidos (tato, olfato, visão. audição e paladar); - Sedução. "e seduz". Sedução, conforme o Dicionário Michaelis, significa "1. Ato ou efeito de seduzir ou de ser seduzido. 2. Qualidade de sedutor. 3. Encanto, atração, fascínio." A sedução é uma ação envolvente, que de maneira sútil, embriaga, neutraliza a razão, podendo ser considerada um estágio avançado no processo da tentação; - Concepção. "Então, a cobiça, depois de haver concebido". A idéia aqui, é a do estabelecimento pleno do desejo de pecar, de transgredir, de realizar o desejo, independente das consequências. O pecado está a um passo; - Consumação. "dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado,". O pecado é o resultado da consumação de todo o processo pertinente a tentação. Este processo pode ser lento ou rápido, planejado minuciosamente ou entregue aos acontecimentos. A consequência imediata deste último estágio é a morte (Gn 2.17; Rm 6.23). É POSSÍVEL RESISTIR A TENTAÇÃO Segundo Champlin "A tentação, se não for dominada, destrói a fibra moral. Mas, uma vez que lhe oferecemos resistência, isso melhora a qualidade moral de nosso ser". A Bíblia é clara quando afirma que as tentações podem ser resistidas, suportadas e vencidas: "Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação;" (Tg 1.12) "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." (Tg 4.7) "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar." (1 Co 10.13) COMO VENCER A TENTAÇÃO A observância de alguns princípios e orientações da Palavra de Deus nos conduzirá sempre para a vitória sobre a tentação. Dentre os tais, podemos citar: - Vigiar e Orar. "vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca." (Mt 26.41; Mc 14.38); - Mortificar os feitos do corpo, através de uma vida guiada pelo Espírito."Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Rm 8.13-14); - Andar no Espírito. "Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne". (Gl 5.16); - Viver por fé. "porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1 Jo 5.4); - Fazer a vontade de Deus. "Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." (1 Jo 2.17). A tentação não faz acepção de pessoas. Ela se faz presente na vida de crianças, jovens, adultos e anciãos. Ela não respeita condição ou posição social, novos convertidos ou veteranos na fé. Congregados, membros, líderes e oficiais da igreja, também estão incluso. Crentes carnais ou espirituais, famosos ou anônimos, profanos ou santos, íntegros ou imorais, casados ou solteiros, verdadeiros ou hipócritas, obedientes ou insubmissos, também não escapam. Todos os dias, milhares de cristãos caem em tentação. Enquanto você lê esse texto, estou certo de que em sua vida, uma das etapas do processo da tentação está sendo vivenciada. Desperte, acorde, fuja, resista, lute, clame, rompa agora com a possibilidade do pecado. É preciso lembrar, que tentação não envolve apenas questões "sexuais", antes, inclui qualquer questão moral e espiritual. Tentação envolve desobedecer a Deus, transgredir os seus mandamentos, negar através de ações o amor que declaramos a Ele. A TENTAÇÃO DE JESUS: EGOÍSMO E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus. (Lc 4.3-4) Vivemos numa sociedade egoísta onde cada vez mais é enfatizada a necessidade de consumir o supérfluo, aparecer, de conquistar poder, fama e prestígio, de atrair para si os holofotes do mundo evangélico, de ser a “estrela” ou atração do momento, de se tornar o principal “produto de consumo” no mercado gospel, onde a pregação e adoração fazem parte do show business gospel, onde o ministério tem se tornado uma atividade meramente profissional, onde pastores-executivos (e não servos) se gabam de suas posses, riquezas e grandeza posicional e ministerial. O culto à personalidade e a busca pela satisfação pessoal são prioridades. Nos dias atuais, a multiplicação que acontece na vida de alguns líderes cristãos em benefício de si mesmos não é de pão, é de posses. O detalhe é que nunca ficam saciados, pois sempre estão em busca de mais coisas. A TENTAÇÃO DE JESUS: PRESTÍGIO, PODER MINISTERIAL E SECULAR E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás. (Lc 4.5-8) A síndrome da sociedade do espetáculo atinge também pastores, que no afã de aumentar seu prestígio, e de dar demonstrações de seu poderio ministerial, investem milhões de reais na construção de templos suntuosos para a própria glória, deixando com isso de dar prioridade às coisas essenciais no Reino de Deus. No âmbito da política eclesiástica disputam sem ética alguma, matam e morrem por cargos em Mesas Diretoras e demais posições de prestígio. Buscam o poder pelo poder. Estão interessados em meras demonstrações de força e influência. Famílias se tornam proprietárias de igrejas, campos eclesiásticos e ministérios regionais, se perpetuando no poder, comprando e vendendo gente para tal fim. Temos ainda o fato de que para conquistar ou se manter no poder institucional (local, regional ou nacional), muitos líderes estão apresentando novos ministros, pois a quantidade dos apadrinhados é a garantia de grandes votações para cargos eletivos, ou para garantir, quando no caso, a indicação dos mesmos em mesas diretoras, conselhos e comissões. Nunca houve tantos ministros “enfeitando” tribunas e reuniões ministeriais e convencionais (quando aparecem) como dias atuais, sem mensagem, poder espiritual, credibilidade ou vocação. Um pregador ou pastor pentecostal é visto por muitos como um mero eleitor convencional. Como sempre advirto, é preciso evitar em todos os casos o generalismo irresponsável, pois sabemos que ainda há pastores, pregadores, ensinadores e cantores sérios, que em tudo buscam a glória e a direção de Deus em seus ministérios. Como se não bastasse o poder eclesial, os famosos e poderosos da fé partem em busca do poder temporal, relativizando valores morais e espirituais para obterem poder político secular. O pior, é que boa parte destes fazem isso pelos mesmos motivos egoístas e ambiciosos que os leva e os mantém no poder eclesial. A TENTAÇÃO DE JESUS: VISIBILIDADE E FAMA
Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus. (Lc 4.9-12) FAMA: PERSPECTIVA BÍBLICA E SECULAR E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava. (Mt 4.23-24) E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia. (Mc 1.28) E a sua fama divulgava-se por todos os lugares, em redor daquela comarca (Lc 4.37) Porém a sua fama se propagava ainda mais, e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. (Lc 5.15) As palavras gregas traduzidas por “fama” nos versículos acima são akoe, que significa literalmente “ouvir um relato acerca de fatos acontecidos ou dos feitos de alguém”, e logos, que pode significar “as notícias acerca das realizações de alguém”. Em ambos os casos pode-se utilizar o termo “fama” como tradução, assumindo este um sentido positivo. É assim que podemos entender a fama de Jesus. Há outros casos onde a ideia de fama num sentido positivo está implícita: Ora, o SENHOR, disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu será uma bênção. (Gn 12.1-2) Agora, pois, assim dirás a meu servo, a Davi: Assim diz o SENHOR, dos Exércitos: Eu te tirei do curral, de detrás das ovelhas, para que fosses chefe do meu povo Israel. E estive contigo por toda parte por onde foste, e de diante de ti exterminei todos os teus inimigos, e te fiz, um nome como o nome dos grandes que estão na terra. (1 Cr 17.7-8) Em seu aspecto bíblico e positivo, a fama tem as seguintes características: - Não é buscada por aquele que a adquire - É resultado da ação direta e do plano de Deus na vida daqueles que Ele deseja tornar conhecidos - Tem a sua razão de ser para a glória de Deus Em sua perspectiva secular ou mundana, a fama é almejada, buscada e disputada pelo próprio indivíduo, e tem como fim último a sua glória pessoal. O filósofo e escrito francês Guy Debord, em sua obra A Sociedade do Espetáculo, interpretou de maneira bastante interessante a busca desenfreada pela fama, pelo parecer e aparecer. Em sua tese, a base da sociedade existente é o espetáculo, ou seja, o aparente, o irreal, o ilusório, uma relação social entre pessoas mediada por imagens. A vida organizada socialmente se fundamenta na simples aparência das coisas. Na sociedade do espetáculo “o que aparece é bom, o que é bom aparece”. Dessa forma, todos querem aparecer, ser vistos, ser aceitos e aplaudidos. Na sociedade do espetáculo o indivíduo não pode ficar “por baixo”, nos bastidores, pois precisa ser visto, aceito e aplaudido. Na sociedade do espetáculo, que já atingiu a igreja evangélica brasileira, é preciso aparentar ser o astro que não se é, ter o sucesso forjado através do pagamento de “ofertas-jabás”. Na sociedade do Espetáculo paga-se para aparecer. A febre da fama atingiu pregadores e cantores evangélicos. Há no Brasil grandes congressos onde para se cantar e pregar é necessário dar uma “oferta missionária”. Pregadores e cantores pagam a “oferta-jabá”, pois acreditam que após gravarem o seu CD ou DVD no referido evento (ou eventos), vão “bombar”, e com isso terão a garantia de uma agenda bastante rentável. Algumas empresas literárias e produtoras musicais “evangélicas” já se tornaram fábricas de ídolos, usando de estratégias de marketing para promover os seus contratados, e com isso multiplicar o seu capital, sem nenhuma visão de Reino. CONCLUSÃO Satanás intentou frustrar o ministério de Jesus pouco antes do seu início. Para isso ofereceu ao Senhor o mesmo que tem oferecido para os filhos de Deus nos dias atuais, numa tentativa semelhante de frustrar, comprometer e destruir ministérios. Jesus venceu Satanás pela Palavra, permaneceu fiel aos propósitos do Pai, e com isso teve autoridade para exercer o seu ministério, sem ter do que ser acusado pelo próprio Satanás, nem por homem algum. Observamos nos dias atuais o fracasso de homens e mulheres que foram levantados por Deus, no início, e até no final de seus ministérios, exatamente pela aceitação daquelas ofertas que Jesus recusou. Foram seduzidos e tragados pelo egoísmo, pela busca da fama e do poder temporal, da efêmera e passageira glória do aqui e agora. Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

2º Trimestre de 2015: Lição 4 - 26 de abril de 2015; A Tentação de Jesus # TEXTO ÁUREO VERDADE PRÁTICA "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." (Hb4.15) Jesus firmou-se na Palavra de Deus para vencer Satanás. Assim devemos agir para obter a vitória. LEITURA DIÁRIA Segunda - Lc 4.2; 1 Co 10.13 A tentação é uma realidade para todos os crentes Quinta - Lc 4.5-8 A tentação de ser prestigiado e assim descumprirmos o propósito Terça - Lc 4.3; 1 Pe 5.8 A necessidade constante de vigilância ante a tentação Sexta - Lc 4.9 A tentação de ser notado quando Deus quer discrição Quarta - Gn 3.6; Lc 4.3,4 A tentação de ser saciado em um momento de necessidade Sábado - Lc 4.12,13 Em Jesus Cristo podemos vencer a tentação LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Lucas 4.1-13 1 - E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. 2 - E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome. 3 - E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. 4 - E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus. 5 - E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo. 6 - E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. 7 - Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. 8 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás. 9 - Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, 10 - porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem 11 - e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. 12 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus. 13 - E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo. HINOS SUGERIDOS: 75, 308, 422 da Harpa Cristã OBJETIVO GERAL Mostrar que Jesus foi tentado, mas venceu toda tentação pelo poder da Palavra de Deus. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. I. Compreender a realidade da tentação. II. Explicar como Jesus venceu a tentação de ser saciado. III. Saber como Jesus venceu a tentação de ser celebrado. IV. Analisar as artimanhas do Inimigo para que Jesus cedesse à tentação de ser notado. COMENTÁRIO INTRODUÇÃO A tentação é uma realidade com a qual todo crente, em algum momento, irá se deparar. Não existe ninguém que seja imune à tentação, pois até mesmo Jesus, o homem perfeito, foi tentado! A resposta à tentação não é, portanto, negá-la, mas enfrentá-la à luz da Palavra de Deus. Nesta lição iremos aprender como Jesus enfrentou a tentação e derrotou Satanás. Veremos a sutileza do Diabo em tentar o Filho de Deus em um momento de extrema carência e necessidade física, e como o Filho do Homem o derrotou ao dizer "não" a cada uma de suas propostas. Por fim, destacaremos que a vitória de Jesus é também a nossa. [Comentário: Tentação É um desejo violento da alma humana a fazer algo que pode ser certo ou errado. Do latim temptatio ou tentatio, ataque, tentativa; é o ato ou efeito de tentar; movimento interior que nos instiga a fazer o mal; apetite, desejo violento. Deus nos criou com um coração que tem desejos (Sl 37.5), depois da queda, este coração deseja o que é contrário a Deus e à Sua Palavra. Lidar com o pecado e com aquilo que nos leva a ele, tem sido o grande desafio de cada crente ao longo de todos esses séculos. É importante lembrar que a tentação está intimamente ligada ao pecado, mas não é o pecado em si. Na verdade, ela é algo que antecede qualquer ato pecaminoso. Ninguém precisa sair atrás da tentação porque ela vem muito naturalmente. Ela vem ao pobre, ao rico, aos crentes e aos descrentes. O crente novo é tentado, e também o crente antigo. Jesus Cristo foi tentado. Sem a tentação e o direito de escolher entre o bem e o mal seríamos uma máquina, e Deus não nos isenta das nossas responsabilidades na hora da escolha. Os próprios discípulos de Jesus lidaram com isso e não é diferente conosco. Naqueles momentos de agonia que antecederam sua crucificação, Jesus ainda buscava o crescimento espiritual e a preparação daqueles homens para os grandes desafios que teriam pela frente. O primeiro desafio de Jesus é claramente coordenado pelo Espírito Santo que o conduz a uma área deserta para jejuar. Em seguida, permite que o enfraquecido Salvador seja testado por Satanás. A vitória de Cristo demonstra o tema de Lucas. Jesus é um ser humano ideal, diferentemente de Adão e Eva, que caíram (4.1-13). Mateus deixa claro que foi o próprio Espírito Santo que o levou ao deserto para ser tentado. Não partiu de Satanás tal atitude. Jesus não foi guiado ao deserto por uma força maligna, mas foi conduzido pelo Espírito Santo. Foi pela expressa vontade de Deus que esta crise se produziu na vida de Jesus. Não é que o Senhor queria ver se Jesus cairia ou não, mas uma demonstração da impossibilidade da Sua queda. À semelhança de Adão, Jesus foi tentado, com uma diferença: Adão foi tentado no Jardim do Éden e caiu, Jesus foi tentado no deserto e venceu a Satanás.]. Convido você para mergulharmos mais fundo nas Escrituras! Para continuar lendo, clique abaixo: I - A REALIDADE DA TENTAÇÃO 1. Uma realidade humana. Já foram assinalados em comentários anteriores que devemos levar em conta o fato bíblico e teológico incontestável de que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como Deus, não podia ser tentado, mas como homem, mesmo sendo perfeito, sim (Jo 17-5; Fp 2.5-11; Hb 2.17). No mistério da encarnação, Jesus não perdeu a sua natureza divina, nem tampouco os atributos da divindade, mas, como diz a tradução americana de Philips, Ele "abdicou de seus privilégios" (Fp 2.7). Como homem Ele foi tentado em todas as coisas, assim como nós, porém, não transgrediu (Hb 4.15). À luz do ensino bíblico, portanto, a tentação de Jesus Cristo foi real e não apenas uma encenação. 0 homem perfeito, Jesus, foi tentado em tudo, mas não pecou! (1 Pe 2.22) [Comentário: Lawrence O. Richards comentando Lc 4.2 em sua obra Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo (CPAD), escreve: “As palavras gregas peirazo (απόδειξη - lê-se apóviquici) e peiras mossãa (δίκη - Lê-se leiquim) igualmente traduzidas por “prova” e “julgamento” bem como por “tentar” e “tentação” (προσπαθώ - Lê-se prustraufão). O que há de comum é a situação que nos coloca sob grande pressão. O texto em Tiago 1 é especialmente útil para nos ajudar a tratar essas situações, ao nos lembrar que Deus jamais tenta as pessoas, no sentido de induzi-las ao mal (Tg 1.13). Deus, contudo, nos prova da mesma maneira que permitiu que Satanás o fizesse com Jesus, a fim de demonstrar a nós e a todos que podemos vencer pela sua força. Adão e Eva falharam no teste. Por meio de Cristo você e eu somos vitoriosos”. RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo.Editora CPAD. pag. 655. Mas como seria possível Jesus ser tentado? William Hendriksen esclarece sobre esse fato em sua obra Comentário do Novo Testamento (Cultura Cristã): “Em nossa tentativa de responder a essa pergunta devemos antes de mais nada observar que o que foi tentado foi sua natureza humana. Jesus não só era Deus; ele era também homem. Além do mais, sua alma não era dura como uma pederneira nem fria como um bloco de gelo. Era uma alma plenamente humana, profundamente sensível, afetada e comovida pelos sofrimentos de todo gênero. Foi Cristo quem disse: “Tenho um batismo com o qual hei de ser batizado; e como me angustio até que o veja concretizado” (Lc 12.50). Jesus foi capaz de expressar carinho (Mt 19.13, 14), compaixão (Mt 23.37; Jo 11.35), piedade (Mt 12.32), ira (Mt 17.17), gratidão (Mt 11.25) e profundo anseio pela salvação dos pecadores (Mt 11.28; 23.37; Lc 15; 19.10; Jo 7.37) para a glória do Pai (Jo 17.1-5). Sendo não só Deus mas também homem, ele sabia o que era estar cansado (Jo 4.6) e sedento (4.7; 19.28). Portanto, realmente não deveria surpreender-nos que, depois de um jejum de quarenta dias, ele sentisse muita fome, e que a proposta de converter pedras em pães se constituía numa tentação bem real para ele, tanto mais sabendo que estava revestido do poder para fazer milagres! Não obstante, não deixa de ser verdade que a possibilidade e realidade da tentação de Cristo vai além de nossa compreensão. Mas não é esse um fato em relação a cada doutrina? O que sabemos realmente sobre nós mesmos, sobre nossa alma e a interação que existe entre alma e corpo? Pouco, aliás, bem pouco! Como poderíamos, pois, penetrar nas profundezas da alma de Cristo e analisá-la suficientemente a fim de fornecer uma explicação psicológica absolutamente satisfatória de suas tentações?” HENDRIKSEN. William. Comentário do Novo Testamento. Lucas I. Editora Cultura Cristã. pag. 315-316. Jesus, como homem, exibia elevadíssima espiritualidade. Suas qualidades espirituais não eram automáticas, mas resultavam de uma luta muito intensa, através da vitória sobre o pecado, diante do qual, jamais cedeu. Entrementes, ele desenvolveu elevadas virtudes morais positivas. (Veja Gálatas 5.22,23, quanto a essas virtudes). Assim sendo, Jesus foi o Pioneiro do caminho, tendo-nos mostrado, como devemos desenvolvermos espiritualmente, através da dedicação absoluta. Jesus possuía nosso tipo de natureza, juntamente com as suas fraquezas. Não obstante, triunfou!] 2. Vencendo a tentação. Lucas revela que Cristo foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo Diabo. Jesus, em sua condição humana, foi capacitado pelo Espírito Santo para enfrentar Satanás. A capacitação de poder sobre Jesus revela o lado messiânico da sua missão. Na teologia lucana, o Messias seria revestido pelo Espírito para realizar a obra de Deus, e isso incluía desfazer as obras do Diabo. A vitória de Jesus sobre a tentação é também a nossa vitória. Jesus, o homem perfeito, venceu a sedução do pecado com oração, com a Palavra e por andar no Espírito. Todos os que estão em Cristo podem sim, também, vencer a tentação (1 Co 10.13). [Comentário: Por que o Espírito Santo impeliu Jesus ao deserto para ser tentado? Qual era o propósito? Que Deus tinha um propósito ao permitir que Jesus fosse tentado no deserto é evidente pela declaração "foi levado pelo Espírito ao deserto". Uma finalidade é assegurar-nos de que temos um sumo sacerdote capaz de Se relacionar conosco em todas as nossas debilidades e fraquezas (Hebreus 4.15) porque Ele mesmo foi tentado em todos os pontos nos quais também somos. A natureza humana do Nosso Senhor permite que Ele compreenda as nossas próprias fraquezas por ter sido submetido à fraqueza também. "Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados" (Hebreus 2.18). A palavra grega traduzida "tentado" aqui significa "pôr à prova". Então, quando somos colocados à prova e testados pelas circunstâncias da vida, podemos ter certeza de que Jesus entende e se solidariza como alguém que sofreu as mesmas provações. O Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal (CPAD), sobre a expressão “foi tentado”, afirma: “descreve uma ação contínua; Jesus foi tentado constantemente durante os quarenta dias. O Espírito levou Jesus ao deserto onde Deus pôs Jesus à prova - não para ver se Jesus estava pronto, mas para mostrar que Ele estava preparado para a sua missão. Satanás, no entanto, tinha outros planos; ele esperava distorcer a missão de Jesus tentando-o para fazer o mal. Por que era necessário que Jesus fosse tentado? A tentação faz parte da experiência humana. Para que Jesus fosse completamente humano, Ele tinha que enfrentar a tentação (veja Hb 4.15). Jesus tinha de desfazer o que Adão tinha feito. Adão, embora criado perfeito, cedeu à tentação, e assim o pecado entrou na raça humana. Jesus, o segundo Adão, por outro lado, resistiu a Satanás. A sua vitória oferece a salvação aos descendentes de Adão (veja Rm 5.12-19). Durante estes quarenta dias, Jesus não comeu coisa alguma, de modo que ao final Ele teve fome. A condição de Jesus como Filho de Deus não tornava o seu jejum mais fácil; o seu corpo físico sofria a fome severa e a dor de estar sem alimento. As três tentações registradas aqui ocorreram quando Jesus estava na sua condição física mais enfraquecida” Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 341.] SÍNTESE DO TÓPICO I A tentação é uma realidade para todos os filhos de Deus. II - A TENTAÇÃO DE SER SACIADO 1. A sutileza da tentação. A primeira tentação de Jesus se dá na esfera dos apetites. A essa tentação Jesus respondeu: "Escrito está que nem só de pão viverá o homem" (Lc 4.3,4). O Diabo, por certo, sabia que por ocasião do batismo de Jesus, Deus, o Pai, falara-lhe da sua filiação divina (Lc 3.22). Jesus, como o homem perfeito que era, precisava enfrentar a tentação em sua condição humana, e não fazer uso de seus atributos divinos como queria o Diabo. Como Filho de Deus que era, evidentemente Jesus poderia usar os atributos da divindade para transformar todo aquele deserto em pão. Todavia, se assim procedesse, negaria a sua missão de homem perfeito. Quer o Diabo estimule um apetite legítimo, quer não, o seu alvo é sempre o mesmo — colocar tropeços no caminho do servo de Deus. [Comentário: Na luta do cristão contra o diabo, o principal campo de batalha é a tentação. O discípulo precisa vencer o inimigo superando as tentações. Não estamos sós, contudo. Jesus tornou-se um homem, foi tentado como somos, obteve a vitória, assim mostrando como nós podemos triunfar sobre Satanás (Hb 2.17-18; 4.15). É essencial, portanto, que analisemos cuidadosamente de que forma Jesus venceu. Embora Jesus fora tentado várias vezes, ele enfrentou um teste especialmente severo logo depois que foi batizado. A sutileza é mencionada como característica distinta da serpente (Mt 10.16). Com grande astúcia ela oferece sugestões, as quais, ao serem abraçadas, abrem caminho a desejos e atos pecaminosos. Em Gênesis, ela começa falando com uma mulher, o vaso mais frágil, que além dessa circunstância, não tinha ouvido diretamente a proibição divina (Gn 2.16-17). E ela espera até que Eva esteja só. Note-se a astúcia na aproximação. Ela torce as palavras de Deus (Gn 3.1;2.16-17) e então finge surpresa por estarem assim torcidas; dessa maneira ela astutamente semeia dúvida e suspeitas no coração da ingênua mulher, e ao mesmo tempo insinua que está bem qualificada para ser juiz quanto à justiça de tal proibição. "Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (Lc 4.3). O diabo é um mestre das coisas aparentemente lógicas. Jesus estava faminto; ele tinha poder para transformar as pedras em pão. O diabo simplesmente sugeriu que ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade imediata. As questões: Era verdade que Jesus necessitava de alimento para sobreviver. Mas a questão era como ele o obteria. Lembre-se de que foi Deus quem o conduziu a um deserto sem alimento. O diabo aconselhou Jesus a agir independentemente e encontrar seus próprios meios para suprir sua necessidade. Confiará ele em Deus ou se alimentará a seu próprio modo? Há aqui, também, uma questão mais básica: Como Jesus usará suas aptidões? O grande poder que Jesus tinha seria usado como uma lâmpada de Aladim, para gratificar seus desejos pessoais? A tentação era ressaltar demais os privilégios de sua divindade e minimizar as responsabilidades de sua humanidade. E isto era crucial, porque o plano de Deus era que Jesus enfrentasse a tentação na área de sua humanidade, usando somente os recursos que todos nós temos a nossa disposição. A resposta de Jesus ao conselho de Satanás foi uma expressão de confiança filial ao cuidado do Pai. Sem dúvida, aquele que providenciara o maná quando não havia pão, e que bem recentemente dissera: “Tu és o meu Filho, o Amado”, não falharia a seu amado nesta hora de provação. Matthew Henry esclarece: “O Senhor Jesus respondeu utilizando as Escrituras (v. 4): Está escrito. Esta é a primeira palavra registrada como sendo falada por Cristo depois da instalação de seu ofício profético; e é uma citação do Antigo Testamento, para mostrar que Ele veio para declarar e manter a autoridade das Escrituras como algo que não se pode controlar; Satanás não é capaz de controlá-la. E embora o Senhor Jesus tivesse o Espírito sem medida, e tivesse uma doutrina própria para pregar e uma religião para fundar, ela estava de acordo com Moisés e os profetas. O Senhor Jesus estabelece os escritos destes homens como uma regra para si mesmo, e nos recomenda que os tenhamos como uma resposta a Satanás e às suas tentações. A Palavra de Deus é a nossa espada, e a fé nesta preciosa Palavra é o nosso escudo; devemos, portanto, ser poderosos nas Escrituras, e seguirmos nesta força, avançarmos, e continuarmos na nossa batalha espiritual, conhecendo o que está escrito, porque ela é para o nosso aprendizado, para o nosso uso. O texto das Escrituras que o Senhor Jesus menciona é Deuteronômio 8.3. Em outras palavras: “O homem não viverá só de pão. Eu não preciso transformar as pedras em pão, porque Deus Pai pode enviar o maná para o meu sustento, assim como Ele fez por Israel; o homem pode viver de toda Palavra de Deus, e ser alimentado por aquilo que Ele determinar”. Como é que Cristo pode ter vivido confortavelmente durante estes últimos quarenta dias? Não pelo pão, mas pela Palavra de Deus, pela meditação sobre esta Palavra, e pela comunhão com ela, e com Deus nela e por ela; e de uma maneira que Ele ainda pudesse viver, embora agora Ele começasse a ter fome. Deus tem muitas maneiras de sustentar o seu povo, sem os meios comuns de subsistência. Portanto, não se deve em nenhuma circunstância perder a confiança nele, mas em todo o tempo devemos depender dele, no caminho da obediência. Se faltar o alimento, Deus pode tirar o apetite, ou dar graus de paciência que permitam que um homem ria da assolação e da fome (Jó 5.22). O Senhor também pode tornar os legumes e a água mais nutritivos do que toda a porção do manjar do rei (Dn 1.12,13), permitindo que o seu povo se alegre nele, mesmo que a figueira não floresça, Habacuque 3.17. Uma crente vigorosa disse que fez das promessas a sua refeição nas ocasiões em que sofreu a escassez de alimentos”. HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 547.] 2.Gratificação pessoal. Depois de 40 dias de jejum total, Jesus, sem dúvida alguma, encontrava-se debilitado fisicamente. Todo o seu ser, por certo, exigia ser saciado. Tanto a água quanto o pão são elementos necessários para a manutenção do corpo. Não há, portanto, nada de errado com o desejo de comer ou beber. Todavia, se esse desejo é apenas para uma gratificação pessoal, como queria o Diabo, então ele se converte em pecado. Satanás queria que Jesus visse as coisas materiais como sendo mais necessárias do que as espirituais. Jesus mostra que mais importante do que o pão material era o pão espiritual, a Palavra de Deus. Ainda hoje, o Diabo usa a mesma artimanha quando convence os homens de que ter abundância, fartura ou prosperidade material é melhor do que desfrutar da comunhão com Deus. [Comentário: Em cada teste, Jesus se voltava para as Escrituras, usando um meio que nós também podemos empregar para superar a tentação. A passagem que ele citou foi a mais adequada naquela situação. No contexto, os israelitas tinham aprendido durante seus 40 anos no deserto que eles deveriam esperar e confiar no Senhor para conseguir alimento, e não tentar conceber seus próprios esquemas para se sustentarem. Depois de quarenta dias de jejum Jesus estava com seu corpo totalmente debilitado. Nesse período Jesus jejuou e orou incessantemente – o Espírito estava pronto, mas a carne estava para entrar em tentação. A fome castigava seu estômago. É nessa oportunidade que Satanás se aproxima e lhe diz: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”. Satanás propôs a Jesus usar seu poder para satisfazer sua necessidade, ou seja, fazer uma coisa boa de modo errado: mitigar a fome atendendo a voz do diabo. O intento de Satanás de levar Jesus transformar pedras em pães era maior que um apelo à fome. Havia a sugestão de evitar a cruz, tornando-se um reformador social popular. Isso quase ocorreu quando Jesus multiplicou os pães e os peixes em João 6. Mas veja o resultado da multiplicação e o que o Senhor Jesus fez: “Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo. Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte” (Jo 6.14,15). Não era e não é esse tipo de Reino que o Senhor veio estabelecer na terra, mas um reino espiritual. Mas quantas igrejas estão embarcando na Teologia da Missão Integral que na verdade é uma nova roupagem da Teologia da Libertação. É bom deixar claro que a Teologia da Missão Integral dialoga com o marxismo. E os que defendem essa teologia ainda dizem que é impossível dialogar com o mundo sem dialogar com o marxismo. O marxismo mudou a face do Ocidente por, pelo menos, setenta anos. O tempo todo Satanás tentou impedir que o Senhor fosse até a cruz. E hoje tenta evitar que a mesma seja pregada também pela igreja. Transformar pedras em pães, à primeira vista, parece ser um ato relativamente inofensivo, até mesmo uma sugestão piedosa. Jesus rinha muita fome, então por que não usar os recursos sob o seu comando e transformar uma pedra em pão? Neste caso, entretanto, o pecado não estava no ato, mas na razão por trás dele. O diabo estava tentando fazer Jesus tomar um atalho para resolver o seu problema imediato à custa de seus objetivos de longo prazo, procurando o conforto através do sacrifício da sua disciplina. Satanás normalmente trabalha desta forma - persuadindo as pessoas a realizar uma ação, até mesmo uma boa ação, por um motivo errado ou na hora errada. O fato de que alguma coisa não seja propriamente errada não significa que é boa para alguém em determinado momento. Muita gente peca tentando satisfazer desejos legítimos não incluídos na vontade de Deus, ou, antes do momento definido por Ele.] SÍNTESE DO TÓPICO II Jesus foi tento do o satisfazer suo necessidade de ser saciado. III-A TENTAÇÃO DE SER CELEBRADO 1. O príncipe deste mundo. No texto de Lucas 4.5-8, o Diabo oferece a Jesus domínio sobre os reinos do mundo. Jesus não contestou as palavras de Satanás quando este afirmou que possuía autoridade sobre este mundo (Lc 4.6). De fato, o próprio Cristo afirmou que Satanás é o príncipe deste mundo (Jo 16.11). O apóstolo João nos diz que "o mundo está no maligno" (1 Jo 5.19). E o apóstolo Paulo diz que o Diabo é "príncipe das potestades do ar" (Ef 2.2). Vivemos em um mundo caído e com um sistema iníquo, mas, assim como Jesus Cristo, não fazemos parte dele (Jo 8.23; 17-9; 18.36). É lamentável quando crentes não apenas vivem de acordo com os padrões deste mundo, mas também ficam totalmente comprometidos com ele. [Comentário: A frase "deus deste mundo" (ou "deus deste século") indica que Satanás é a maior influência sobre os ideais, opiniões, metas, desejos e pontos de vista da maioria das pessoas. Sua influência também abrange filosofias, educação e comércio mundiais. Os pensamentos, ideias, especulações e falsas religiões do mundo estão sob o seu controle e surgiram a partir de suas mentiras e enganos. Satanás também é chamado de "príncipe das potestades do ar" em Efésios 2:2. Ele é o "príncipe deste mundo" em João 12:31. Estes títulos e muitos outros representam as capacidades de Satanás. Dizer, por exemplo, que Satanás é o "príncipe das potestades do ar" significa que, de alguma forma, ele governa o mundo e as pessoas. Isso não quer dizer que ele governa o mundo completamente; Deus ainda é soberano. Entretanto, significa que Deus, em Sua infinita sabedoria, permitiu que Satanás operasse neste mundo dentro dos limites que Deus estabeleceu para ele. Quando a Bíblia diz que Satanás tem poder sobre o mundo, devemos nos lembrar de que Deus deu a ele domínio apenas sobre os incrédulos. Os crentes não estão mais sob o domínio de Satanás (Colossenses 1:13). Os incrédulos, por outro lado, estão presos "no laço do diabo" (2 Timóteo 2:26), encontram-se no "poder do maligno" (1 João 5:19) e são escravos de Satanás (Efésios 2:2). Assim, quando a Bíblia diz que Satanás é o "deus deste mundo", ela não está dizendo que ele tem autoridade máxima. Está transmitindo a ideia de que Satanás governa o mundo descrente de uma maneira específica. Em 2 Coríntios 4:4, o incrédulo segue agenda de Satanás: "o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus". O esquema de Satanás inclui a promoção de falsas filosofias no mundo - filosofias que cegam o incrédulo para a verdade do Evangelho. As filosofias de Satanás são as fortalezas nas quais as pessoas são presas, e elas devem ser libertas por Cristo. Um exemplo de tal filosofia falsa é a crença de que o homem possa ganhar o favor de Deus por um determinado ato ou atos. Em quase todas as religiões falsas, merecer o favor de Deus ou ganhar a vida eterna é um tema predominante. Ganhar a salvação pelas obras, no entanto, é contrário à revelação bíblica. O homem não pode trabalhar para ganhar o favor de Deus; a vida eterna é um dom gratuito (ver Efésios 2:8-9). E esse dom gratuito está disponível por meio de Jesus Cristo e só por Ele (João 3:16; 14:6). Você pode perguntar por que a humanidade não simplesmente recebe o dom gratuito da salvação (João 1:12). A resposta é que Satanás - o deus deste mundo - tem tentado a humanidade a seguir o seu orgulho em seu lugar. Satanás define a agenda, o mundo incrédulo a segue e a humanidade continua a ser enganada. Não é à toa que a Bíblia chama de Satanás de um mentiroso (João 8:44). Leia mais: http://www.gotquestions.org/Portugues/Satanas-deus-esse-mundo.html#ixzz3XiUacbQB] 2. A busca pelo poder terreno. Por trás desse sistema iníquo existe toda uma filosofia de domínio. Esse poder pode estar presente tanto na esfera material como na espiritual. É a busca pela glória e poder terreno. 0 Diabo sabe que o desejo de ser celebrado, de ser chamado "senhor", é algo que fascina os homens. Satanás sabia que derrubaria Adão se o convencesse de que ele poderia se tornar poderoso ao adquirir conhecimento. Adão acreditou que até mesmo poderia ser como Deus (Gn 3.5). A isca foi Lançada e Adão a engoliu! O Diabo por certo acreditava que o mesmo aconteceria com Jesus, o Filho do Homem. Mas Jesus não se dobrou diante de Satanás. Por certo, muitos estão exercitando poder e domínio neste mundo, mas provavelmente também estão se curvando diante de Satanás. [Comentário: Para Jesus, obter o domínio do mundo mediante a adoração de Satanás seria não apenas uma contradição (Satanás ainda estaria no comando), mas também romperia o primeiro mandamento, “Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás” (Dt 6.4,5, 13). Para realizar a sua missão de trazer salvação ao mundo, Jesus precisaria seguir o caminho da submissão a Deus. Matthew Henry em seu Comentário do Novo Testamento MATEUS A JOÃO (CPAD), escreve: “Satanás exigiu dele honra e adoração: Portanto, se tu me adorares, tudo será teu, v. 7. Em primeiro lugar, Satanás deseja que o Senhor o adore. Talvez ele não queira dizer nunca mais adorar a Deus Pai, mas adorá-lo junto com a adoração oferecida a Deus Pai; porque o diabo sabe, que se ele conseguir apenas uma vez se fazer sócio, logo será o único proprietário. Em segundo lugar, Satanás faria um contrato com o Senhor Jesus, de que quando, de acordo com esta promessa, Ele tomasse posse dos reinos deste mundo, não faria nenhuma alteração nas religiões do mundo, mas toleraria as nações como havia feito até aquele momento, permitindo que sacrificassem aos demônios (1 Co 10.20). Por esta proposta, o Senhor Jesus deveria ainda manter o culto aos demônios no mundo, e então deixá-lo tomar todo o poder e a glória dos reinos se lhe agradasse. Que a riqueza e a grandeza desta terra fiquem para quem quiser; porém, quanto a Satanás, este nada terá se não tiver o coração dos homens, bem como os seus sentimentos e a sua adoração. O diabo só pode operar nos filhos da desobediência, e é assim que ele eficazmente os devora. (2) Como o nosso Senhor Jesus triunfou sobre esta tentação. Ele deu à tentação uma repulsa terminante, e a rejeitou com veemência (v. 8): “Vai-te, Satanás, não suporto a menção disto. O que? Adorar o inimigo do Deus a quem eu vim servir? e do homem a quem eu vim salvar? Não, Nunca farei isto.” Uma tentação como esta não era para ser analisada, mas recusada imediatamente; o assunto foi liquidado com uma única palavra, Está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele servirás; e não somente isto, mas somente a Ele adorarás; a Ele e a nenhum outro. Portanto, Cristo não adorará a Satanás, e quando tiver os reinos do mundo entregues a si por seu Pai, como espera em breve receber, jamais permitirá que qualquer adoração ao diabo continue neles. Onde quer que chegue o seu Evangelho, tudo o que for maligno será perfeitamente arrancado e abolido. Cristo não fará nenhum acordo com o diabo. O politeísmo e a idolatria deverão sucumbir, quando se levantar o reino de Cristo. Os homens devem se converter do poder de Satanás para Deus, do culto aos demônios para o culto ao único Deus vivo e verdadeiro. Esta é a grande lei divina que Deus restabelecerá entre os homens, e por sua santa religião reduzirá o homem à obediência: só Deus deve ser adorado e servido; portanto, qualquer que toma qualquer criatura como objeto de culto religioso - mesmo que seja um santo ou um anjo, ou a própria virgem Maria - frustra diretamente o desígnio de Cristo, e cai no paganismo”. HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 547-548.] SÍNTESE DO TÓPICO III Como homem, Jesus foi tentado a buscar honra e celebração para si. IV - A TENTAÇÃO DE SER NOTADO 1. A artimanha do Inimigo. O Diabo não desiste nas primeiras derrotas e arrisca tentar Jesus mais uma vez com seu jargão predileto: "Se tu és" (Lc 4.9). Todavia, agora ele acrescenta a frase: "porque está escrito" (Lc 4.10). Satanás tenta derrotar Jesus usando a Bíblia! Evidentemente que ele usa o Salmo 91 fora do seu contexto! Quando a Palavra do Senhor tem exatamente o sentido do que o Criador disse, então ela é de fato a Palavra dEle. Porém, quando passa a possuir um sentido particular, isto é, que Deus não disse, não é mais a Palavra dEle, mas palavras de Satanás. A Bíblia usada fora do seu contexto, como fez o Diabo e as seitas que ele criou, não é a Palavra de Deus, mas uma arma do Maligno. É preciso muito cuidado quando se vê alguém manusear a Bíblia. Pode ser que esse "manuseio" não esteja a serviço de Deus! [Comentário: Aqui, pela primeira vez, Satanás fez uso das Escrituras. Os rabis deram uma interpretação messiânica ao Salmo 91.11 e seguintes. Jesus não argumentou contra o uso feito por Satanás dessa passagem, desde que esse não era o conflito básico. A tentação pedia que Jesus criasse uma situação de perigo, enquanto na primeira tentação a crise (fome) já existia. Era como se Satanás estivesse dizendo: “Você não poderá conhecer- se, nem a veracidade da promessa de Deus, enquanto não fizer um teste. Satanás é um ser oportunista. Ele é como um vírus oportunista que ataca quando a nossa imunidade está baixa. Se a nossa imunidade espiritual estiver baixa ele irá atacar com todas as forças, embora ele ataque todos os dias, mas se a nossa imunidade espiritual estiver baixa ele irá triunfar sobre nós. Temos como exemplo Davi que caiu em adultério. Era tempo de guerra e ele estava em casa. O diabo cita a Escritura; ele põe como isca no seu anzol os versículos da Bíblia. Pessoas frequentemente aceitam qualquer ensinamento, se está acompanhado por um bocado de versículos. Mas cuidado! O mesmo diabo que pode disfarçar-se como um anjo celestial (2 Coríntios 11:13-15) pode, certamente, deturpar as Escrituras para seus próprios propósitos. O diabo fez três enganos: Primeiro, não tomou todas as Escrituras. Jesus replicou com: "Também está escrito". A verdade é a soma de tudo o que Deus diz; por isso precisamos estudar todos os ensinamentos das Escrituras a respeito de um determinado assunto para conhecer verdadeiramente a vontade de Deus. Segundo, ele tomou a passagem fora do contexto. O Salmo 91, no contexto, conforta o homem que confia e depende do Senhor; ao homem que sente necessidade de testar o Senhor nada é prometido aqui. Terceiro, Satanás usou uma passagem figurada literalmente. No contexto, o ponto não era uma proteção física, mas uma espiritual. Jesus venceu em uma área, então o diabo se mudou para outra. Temos que estar sempre em guarda (1 Pedro 5:8). A confiança não experimenta, não continua pondo condições ao nosso serviço a Deus, e não continua exigindo mais prova. Em vista da abundante evidência que Deus apresentou, é perverso pedir a Deus para fazer algo mais para dar prova de si.] 2. A busca pelo prestígio. Quando o Diabo quer ver a queda de alguém, procura levá-lo até o ponto mais alto (Lc 4.9). É a tentação de ser visto, de ser notado. Era algo muito tentador saber que dezenas, talvez centenas de pessoas, estariam ali para ver e aplaudir aquela cena com características cinematográficas. Jesus não se dobrou frente aos apelos de Satanás. Há um reconhecimento e uma fama que são bíblicas e não há nada pecaminoso nisso (Gn 12.2; 2 Sm 7.9). Todavia, quando o desejo por publicidade se torna um fim em si mesmo, então passa-se a fazer o jogo do Diabo. Infelizmente, muitos não medem esforços para se exibir. Isso é pecado, mesmo que seja na esfera religiosa ou espiritual. [Comentário: A confiança verdadeira aceita a palavra de Deus e não necessita testá-la. Matthew Henry em sua obra Novo Testamento MATEUS A JOÃO (CPAD ), comenta: “O diabo o tentou a ser o seu próprio assassino, em uma presunçosa confiança da proteção de seu Pai, da qual Ele não tinha nenhuma garantia. Observe: (1) O que o diabo pretendia com esta tentação: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, v. 9. [1] Ele queria que Cristo buscasse uma nova prova de que era o Filho de DEUS, como se a prova que o seu Pai havia lhe dado, pela voz do céu, e a descida do Espírito sobre Ele não fossem suficientes. Isto seria uma desonra para Deus, como se Ele não tivesse escolhido o meio mais adequado de lhe dar esta garantia; e teria sido uma falta de confiança de que o Espírito habitava nele, o que era a maior prova e a prova mais convincente de que o Senhor Jesus era o Filho de DEUS, Hebreus 1.8,9. [2] Ele queria que Cristo buscasse um novo método de proclamar e anunciar isto ao mundo. O diabo, na verdade, sugere que o Senhor Jesus foi confirmado como sendo o Filho de Deus em uma região afastada, na companhia de pessoas comuns, que compareceram ao batismo de João, e que estas honras foram proclamadas nestas condições desfavoráveis; mas se Ele agora declarasse no pináculo do templo, em meio a todas as pessoas importantes que compareciam ao serviço no templo, que Ele era o Filho de Deus, e então, para prová-lo, se lançasse de lá de cima e saísse ileso, com certeza seria recebido por todos como um mensageiro enviado do céu. Assim Satanás teria feito com que o Senhor Jesus buscasse honras conforme um plano diabólico (desprezando tudo o que Deus havia feito a respeito dele), e assim se manifestasse no templo de Jerusalém. Porém Deus Pai planejou que o Senhor Jesus se manifestasse mais entre os penitentes de João, por quem a sua doutrina seria mais bem recebida do que pelos sacerdotes. [3] E provável que o diabo tivesse alguma esperança de que, embora não pudesse lançá-lo abaixo, causando-lhe algum dano, pudesse convencê-lo a se lançar abaixo, e a queda poderia ser a sua morte; então o diabo o teria finalmente fora do caminho”. HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 548.] SÍNTESE DO TÓPICO IV Jesus venceu o tentação de ser notado petos homens. CONCLUSÃO Jesus venceu Satanás no deserto e em todas as outras situações em que o confrontou durante o seu ministério terreno (Lc 4.1-13; 10.18,19). Na cruz do Calvário, o Filho de Deus derrotou Satanás de forma definitiva (Cl 2.15; Hb 2.14). Posteriormente, o apóstolo Paulo ensinaria à Igreja que todos aqueles que se encontram em Cristo também participam dessa vitória (Ef 1.20-22; 2.6). Em Cristo somos mais do que vencedores (Rm 8.37; 1 Co 15.57), todavia, como cristãos criteriosos, não devemos subestimar o mal (Lc 22.31-34). [Comentário: Depois de percorremos todos os tópicos desta lição, podemos concluir com uma afirmativa: “Todos nós devemos esperar tempos de provas”. Se Satanás não desistiu de Jesus, ele também não desistirá de nenhum de nós. Por isso devemos vigiar e orar o tempo todo e em todo tempo. O Adversário é um ser maligno e perseverante, nunca desistirá de suas investidas, não pense que ele se afasta e não volta. O apóstolo Paulo nos deixou isso bem claro quando escreveu a sua carta aos Efésios 6.10-13. Mas nós temos um grande conforto, Deus sempre está ao nosso lado. Ele nunca nos abandona. Aliás, o Senhor nos diz também que “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13). O texto de Mateus termina dizendo que “com isso, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram”. Lute até o fim, não esmoreça. Não ceda à tentação. O Senhor também enviará o sustento para você e para mim também!]. NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”, Francisco Barbosa Campina Grande-PB Abril de 2015 PARA REFLETIR Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda: De que forma a lição explica a tentação de Jesus? Ela explica que a tentação é uma realidade humana. Como homem Jesus também sofreu várias tentações. Porém, Ele venceu todas. Qual foi a primeira tentação de Jesus? A primeira tentação foi a sugestão do Diabo de Jesus transformar as pedras do deserto em pães. Ele sabia que Jesus estava em jejum e, certamente, estava com fome. Qual foi a segunda tentação? A segunda tentação foi a oferta que o Diabo fez a Jesus de autoridade sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8). Satanás tentou derrotar Jesus usando até mesmo o quê? Ele usou até mesmo a Palavra de Deus. Porém, que fique claro, o Diabo utilizou a Palavra de Deus de forma errada, fora do seu contexto. Quando Jesus derrotou Satanás de forma definitiva? Quando da sua morte e ressurreição na cruz do calvário. CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 62, p. 39. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos. NOTAS BIBLIOGRÁFICAS Revista Lições Bíblicas Mestre - 2º Trim./2015 – CPAD – Comentarista: José Gonçalves Tema: "Jesus, o Homem Perfeito; O Evangelho de Lucas, o Médico Amado

terça-feira, 21 de abril de 2015

O azeite, o vinho e o fermento:
João Cruzué - E um certo doutor da Lei levantou-se e disse: Mestre que farei para herdar a vida eterna? E Jesus devolveu a pergunta: O que está escrito na Lei? E então o doutor citou o grande mandamento: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo." -- Faze isto e viverás! Disse Jesus. -- E quem é o meu próximo? Insistiu o doutor. E na sequência o Senhor Jesus Cristo expôs uma parábola, mais tarde intitulada "A Parábola do Bom Samaritano". Hoje pela manhã quando ia para o trabalho, passei pela região do Viaduto do Chá, no Centro de São Paulo. E neste trajeto veio a mim escrever alguma coisa sobre esses três elementos: O azeite, o vinho e o fermento. Nós encontramos o azeite no Velho Testamento na botija da viúva endividada; no reservatório do candeeiro da Casa do Senhor. Na unção de Davi, ainda adolescente, no quinto verso do Salmo 23, e, entre tantos outros, na visão do profeta Zacarias. Azeite fala de sabedoria; azeita pode ser um rosto brilhando pelo perdão de Deus; azeite é uma bênção surpresa quando tudo o mais se acabou. Azeite é o gosto da vitória; azeite é a unção da promessa de Deus.
Na parábola do samaritano o vinho foi usado para limpar as feridas. Azeite e vinho falam de solidariedade, de compaixão, de cuidados. Azeite e vinho são as atitudes do cristão verdadeiro que vai além das palavras; além da teologia. A sequência de uso é azeite e vinho. Primeiro a unção do Espírito em seguida a alegria do Espírito. O azeite amacia e refresca um coração ferido e o vinho lava as impurezas e a maldade do pecado. Para adquirir deste azeite e deste vinho é preciso ir à fonte da misericórdia e da compaixão. É preciso depender de Jesus. Quem ama vai atrás, busca e procura até achar. Quem tem azeite e vinho anda na presença de Deus e navega como um barco cuja vela se faz cheia sob o vento da vontade do Espírito Santo. Isto não se aprende com a leitura de compêndios e comentários. Não vem junto com um canudo de teologia, mas em andar com o Senhor. O fermento é a substância que incha, estufa, azeda, que enche de vento uma massa. O fermento para fazer efeito precisa ser misturado. Espiritualmente falando o fermento é o mundo sendo misturado no coração cristão. O fermento é a hipocrisia. É uma santidade de aparências. É uma cristã falsificada, mascarada. O sacerdote e o levita viram o ferido, mas a sua religião estava acima de qualquer coisa. Sabiam o sagrado, mas não tinham mais o Espírito de Deus. Eram vazios de sentimentos, de compaixão. O sacerdote e o levita eram como barcos cujas velas já tinham apodrecido pela falta de uso. Coisa interessante. Esta parábola é muito atual. Está surpreendentemente contextualizada em nosso tempo e país. Uma geração de sacerdotes e levitas têm trabalhado em nossas Igrejas. Eles estão muito ocupados com o que acontece no mundo. Estão encantados com o poder, com a política, com o dinheiro. O fermento já arruinou a vida espiritual deles. Não têm mais tempo para a compaixão. Não se preocupam mais com os feridos nem com os perdidos, pois já não há mais sinal de azeite e vinho em seus corações. O Espírito Santo já foi apagado de suas vidas, de tantas atitudes mesquinhas, avarentas, falsas aparências. O óleo da unção já não brilha mais em suas faces. É muito provável que também estejam perguntando: E quem é meu próximo? Por que já se esqueceram. E, se eu não tomar cuidado, posso me tornar um hipócrita do mesmo jeito. Por isso o exercício da compaixão deve ser sempre lembrado, praticado. Não basta ter uma biblioteca cristã na cabeça, é preciso muito mais que isso para ser um bom samaritano: manter a alegria de servir, de visitar, de sorrir e chorar junto, de ajudar, de amar, de perdoar pela presença do Espírito Santo.
CGADB: Fortaleza - Ce sedia 42ª AGO
A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), realiza com culto de abertura na noite desta terça-feira, 21 de abril, sob a presidência do pastor José Wellington Bezerra da Costa a sua 42ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), na cidade de Fortaleza, Ceará.
Os cultos à noite serão abertos a todos que desejarem participar. Assessoria e Imprensa AD Ministério do Belém CONFRADESP